quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Jornalista Willy César escreve sobre a vida e obra de Chico Bastos

"O Pescador".  Esse é o título que ilustra a capa da publicação que contará a vida de Francisco Martins Bastos, um dos gaúchos mais respeitados e admirados por seu humanismo e espírito empreendedor.  O uruguaianense foi um dos pioneiros da indústria de refino de petróleo no país, dando início, em 1936, a uma aventura empresarial bem sucedida que um ano depois culminou no nascimento de um dos maiores grupos privados nacionais da década de 80: as Empresas Petróleo Ipiranga.

O projeto da biografia começou em maio de 2007, como uma forma de perpetuar o agradecimento de seu sobrinho Carlos Alberto Martins Bastos, a quem o personagem central o distinguiu com uma amizade paterna. Com pré-lançamento realizado em Uruguaiana em meados de outubro, Rio Grande recebe, no próximo dia 20, às 19 h, no CCMAR, o lançamento oficial da obra para que amigos, ex- funcionários do Grupo Ipiranga ou aqueles que ainda exercem uma posição no grupo atual, possam prestigiar.

Com 366 páginas, muitas ilustrações e mais de cem entrevistas, a obra tem prefácio do diretor do Museu Oceanográfico, Dr. Lauro Barcellos, e foi escrita pelo jornalista Willy César marcando a sua estreia neste gênero literário. Natural do Rio Grande, o escritor trabalhou com Bastos na Ipiranga e destaca que reviver a sua história e trazê-la aos leitores é um grande desafio e responsabilidade.

O livro é resultado de um intenso trabalho que vai contar a trajetória de um dos gaúchos mais respeitados no âmbito empresarial e pessoal. Em 1999, passados mais de 10 anos do seu falecimento, Chico Bastos foi escolhido um dos 20 gaúchos que marcaram o século XX, junto às personalidades como Érico Veríssimo, Mário Quintana, A.J Renner, Elis Regina, Teixeirinha, entre outros, reafirmando seu importante legado, liderança e espírito empreendedor.

Dos seus 80 anos, Chico Bastos, como era conhecido, viveu 51 em Rio Grande para onde se transferiu quando foi coordenar as obras de instalação da Refinaria Ipiranga. A cidade deve muito a ele. Com o olhar sempre voltado à educação e cultura, e diante das dificuldades em repor funcionários na empresa, idealizou uma escola profissionalizante para qualificação pessoal. A soma dos seus esforços resultou, em 1956, na criação da Escola de Engenharia e do Colégio Técnico Industrial (CTI). Foi responsável, também, pela criação da faculdade de Medicina, em 1966 e a Fundação Universidade do Rio Grande (FURG), em 1969.  Filho de Ângelo Martins Bastos e Corintha Carvalho Bastos, casado com Ondina, sem filhos, Dr. Bastos faleceu em abril de 1987, aos 80 anos, no mesmo ano em que a Ipiranga completaria seu cinquentenário, ocupando nesta época o cargo de Presidente do Conselho de Administração das Empresas Petróleo Ipiranga.

Declarações de Bastos sobre Rio Grande:
“Sempre procuramos fazer alguma coisa pela cidade do Rio Grande e pela gente que nos recebeu, que participa da nossa alegria. Foi a única maneira de demonstrar a nossa gratidão ao trabalho honesto e dedicado e à amizade encontrada neste ponto querido do Rio Grande do Sul. O que fizemos foi feito com alegria.” 
Nossa história, de Francisco Martins Bastos, Revista O Petrolinho, 1962.

Informações adicionais com a jornalista Michelle Pereira Rossettini, pelos fones (53) 9954.9693 ou 3035.1022 

Serviço: 

O quê: Lançamento do livro biográfico Chico Bastos – O Pescador, Editora Univer Cidade / RJ.
Quando: 20 de dezembro, às 14h30,  com  entrevista e sessão de autógrafos ( especialmente
para imprensa) do autor da obra, o jornalista rio-grandino, Willy Cesar
Onde:  Câmara do Comércio – Rio Grande/ RS  

Nenhum comentário: